"Send in the clowns... don't bother, they're here!"

Não percebo a preocupação e indignação dos portugueses pela substituição, a meio do jogo político, do "mínimo denominador comum" pelo "máximo dominador da asneira".
Por um lado, a escolha da Europa não surpreende nem indigna... a textura do cherne é a mais indicada para a refeição que ela pretende preparar.
Por outro lado, ao povo português - tão tradicionalmente hospitaleiro - ficava mal não oferecer "de bandeja" o pouco peixe que a magra rede da Europa lhe permitiu.
E, depois, se admitirmos que os dados estão lançados (os romanos eram loucos mas eram visionários) na crise sem fundo em que estamos mergulhados, que diferença faz quem ocupa o cargo de PM?
Se faz diferença, só pode ser para melhor.
Para já - e se alguém tinha dúvidas - demonstrou-se à saciedade o forte carácter do suposto substituído e as suas nobres prioridades.
Depois, o pretenso substituto - como PM - pode devolver-nos o sorriso (ou riso) para o qual já não vislumbrávamos pretexto.
É certo...o homem é feio, pires e nem desconfia quem escreveu "...chove, mas que importa? / Se é da sorte de quem ama/ Ouvir violinos até na lama." (ou coisa no género, que para o dito senhor tanto lhe dá).
Mas tem vantagens... nem que seja a vantagem do tal sorriso.
Se o dito fez da Câmara de Lisboa a anedota nacional, imaginem a barrigada de riso - "barigade of rice" como diria o Laurodérmio - que os portugueses não terão com este PM.
A "tristeza de não saber sorrir" terminará, aqui e agora.
Por último, um apelo (ou aviso) aos meus concidadãos: não retirem das janelas o nosso símbolo nacional (mesmo que tenha pagodes chineses) porque, qualquer que seja o resultado do Euro 2004, ainda podemos vir a rir "a bandeiras despregadas".
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